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Árvore de Estudo

Em uma frase: é o nosso arquivo de exploits aberto sobre o SEU jogo — o mapa das situações onde a galera do seu nível mais erra, mostrando o quanto você está (ou não está) punindo cada uma.

Plano: Pro 🔒 (a Árvore de Estudo é uma das partes do Diagnóstico completo)

A ideia por trás (leia isto primeiro)

A maioria dos apps te dá números sobre você. A Árvore de Estudo faz o contrário: ela parte dos erros do field — o conjunto de jogadores do seu nível.

Nós pegamos um volume enorme de mãos reais dos micros (NL2 a NL50) e mapeamos onde essa população erra de forma sistemática: onde ela desiste demais, onde paga demais, onde não aposta o valor que deveria. Desse levantamento nasceu uma estratégia de exploração — a jogada certa para punir cada um desses erros. É o nosso "Blueprint".

A Árvore de Estudo pega esse Blueprint e o sobrepõe às suas mãos. O resultado responde a pergunta que importa: "Nas situações em que o field regala fichas, eu estou pegando essas fichas — ou deixando na mesa?"

Não é "certo × errado pelo GTO". É "o field erra assim → você pune assim". A régua é o dinheiro que a população do seu nível deixa cair, não o equilíbrio teórico.

Como o mapa é montado

O mapa cruza duas coisas:

  • A situação (as linhas): o tipo de pote e a sua posição. Elas vêm agrupadas em três blocos — Pote simples (você abriu ou pagou um open), Pote 3-betado e Pote 4-betado — e cada linha diz em português o que aconteceu ("Você abriu e levou call, fora de posição") com o código técnico do lado ("SRP OOP PFR"), pra você ir aprendendo o jargão.
  • A textura do flop (as colunas): o tipo de board. São 9 famílias — Ás-alto seco, Carta-alta seco, Broadway conectado, Médio conectado, Baixo seco, Two-tone com draw, Monotone, Pareado alto e Pareado baixo — com um flop de exemplo embaixo de cada uma (ex.: Ás-alto seco → A♣ 9♦ 5♠).

Cada célula é o encontro dos dois: uma situação concreta num tipo de flop específico.

O que os números na célula querem dizer

Cada célula tem dois números, e é o cruzamento deles que esclarece:

  • Em cima, a taxa de aproveitamento (%): de todas as vezes que aquela oportunidade apareceu, em quantas você fez a jogada que pune o field. A cor da célula segue esse número:
    • 🟢 Verde (≥ 70%) — você já explora bem esse ponto.
    • 🟡 Amarelo (55–69%) — dá pra melhorar.
    • 🔴 Vermelho (< 55%) — tem dinheiro parado aqui.
    • Cinza — poucas mãos ainda; a nota só aparece com amostra confiável (não confiamos em 2–3 mãos).
  • Embaixo, o seu resultado real ali, em bb/100: quanto você ganhou ou perdeu naquele spot, normalizado por 100 mãos. É o dado que fecha a conta.

Por que ver os dois juntos

A taxa diz se você jogou o exploit; o bb diz se aquilo está te dando ou tirando fichas. Eles nem sempre andam juntos, e é aí que mora o aprendizado:

  • Verde com bb negativo — você está jogando certo, mas perdendo ali. Quase sempre é variância (são potes grandes, pós-flop) ou um vilão que não se encaixa no padrão do field. Não mude a linha por causa de um bb ruim de amostra pequena.
  • Vermelho com bb positivo — cuidado: você pode estar "ganhando errado" (um resultado que não se sustenta). É onde a correção mais rende no longo prazo.

O bb aparece só com amostra confiável, e no drill-down você vê o total bruto ("−150 bb neste spot"). Como são spots pós-flop de pote grande, os valores de bb/100 são naturalmente altos e balançam mais — leia como resultado real, não como projeção de win-rate.

Como usar (passo a passo)

  1. Vá em Estudo → Diagnóstico → Árvore de Estudo.
  2. Comece por "Seus piores galhos", no topo: são os 3 pontos onde você mais deixa exploit na mesa, já escolhidos pra você. A árvore aponta — você não precisa caçar na tabela.
  3. Clique em "Estudar este galho" (ou em qualquer célula do mapa). Abre a mini-aula daquele spot:
    • A situação — a cena da mão e o que define aquele flop.
    • Quem este flop favorece — a leitura da textura (quem tem vantagem ali e por quê).
    • Seu placar aqui — quantas você puniu e quantas deixou na mesa.
  4. Logo abaixo, suas mãos reais vêm separadas em duas fileiras: "Onde você deixou na mesa" (estude essas primeiro) e "Onde você puniu". Cada carta é uma mão (não uma decisão solta) e mostra o resultado dela em bb no canto — mesmo que a mão tenha recebido feedback em mais de uma rua, ela aparece uma vez só, com as ruas indicadas.
  5. Clique numa mão pra abrir o replay. As dicas do motor vêm rua por rua (flop, turn, river) — o que o field faz de errado em cada uma, o que a sua mão fez e a linha certa.
  6. Leve a correção pro Treino e fixe.

Como transformar isso em fichas

  • Ataque o vermelho, um de cada vez. Não tente consertar o mapa inteiro. Pegue um galho vermelho com bastante amostra, estude as mãos de "deixou na mesa" por alguns dias de jogo, e volte pra ver a cor mudar.
  • Leia o padrão, não só a mão. Se você está vermelho em "Two-tone com draw" em vários potes, o problema não é uma mão — é como você joga board dinâmico. Isso é ouro: uma correção conserta dezenas de spots.
  • Verde também ensina. Ver onde você já é verde mostra o seu jogo forte — dá pra confiar e repetir.
  • Volte depois de importar mais mãos. Quanto mais volume, mais confiável a nota e menos células cinza.

Perguntas comuns

  • Isso é GTO? Não. O GTO joga pra não ser explorado. A Árvore de Estudo faz o oposto: ela mira os erros reais da população do seu nível pra você lucrar em cima deles. São ferramentas complementares — o estudo de GTO/ranges fica em Ranges.
  • De onde vem a nota? Do motor de exploits (o "Blueprint"), que lê cada decisão pós-flop das suas mãos pela textura do board e compara com a jogada que pune o field. É pré-calculado — não custa nada abrir.
  • Por que algumas células estão cinza? Amostra pequena. A nota só aparece a partir de 4 mãos naquele spot, pra não te dar uma leitura em cima de nada.
  • Onde vejo a nota geral por tipo de decisão? Na aba Exploits — ela dá a sua nota de aproveitamento por tipo de jogada (value, blefe, fold…). A Árvore organiza isso por textura de flop; a Exploits, por tipo de decisão. Duas lentes do mesmo motor.
  • Preciso ser Pro? Sim. A Árvore de Estudo faz parte do Diagnóstico completo, do plano Pro.

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